quinta-feira, 7 de abril de 2011

A embocadura e a emissão do som na flauta

O som é a matéria-prima da música. É ele o elemento responsável pela
condução de todos os aspectos pertinentes à execução musical até o ouvinte. Da
sensação auditiva criada por este fenômeno, o ouvinte pode perceber e apreciar
toda a expressão de uma frase musical, toda a musicalidade do intérprete e também
o conteúdo do discurso musical de um compositor, elementos estes perpetuados
pelas notas musicais. Através de nuanças na sonoridade, o instrumentista é capaz
de transmitir estas características musicais aos ouvintes. Esta propriedade
específica do som, que confere maior pureza e riqueza à sonoridade, é dada pelo
timbre. Este elemento da sonoridade é capaz de distinguir sons de mesma altura e
intensidade, que são resultados de uma maior ou menor quantidade de harmônicos
coexistentes ao som fundamental.
Dada a complexidade do som como elemento principal do evento musical,
somente através de um controle apurado da emissão da coluna de ar o
instrumentista poderá alcançar este nível de realização musical.
A produção do som na flauta não é somente afetada pelo correto
funcionamento do aparelho respiratório, mas também por uma correta embocadura.
Muitos são os fatores que afetam a produção do som no instrumento, desde
aspectos psicológicos à outros de natureza física. Na realidade, nada pode ser
separado, uma vez que todos estes elementos interagem e exercem uma certa
influência uns nos outros.
As principais funções da embocadura na
flauta são dirigir o fluxo de ar para dentro do
instrumento e controlar seu tamanho e formato,
que são determinados proporcionalmente pelo
tamanho e formatos da embocadura em si. A
embocadura da flauta não consiste apenas na colocação dos lábios no bocal do
instrumento; depende também de várias outras partes da face próximas aos lábios:
o maxilar, os músculos da face, a língua, o palato, etc. Podemos dizer que uma
embocadura correta é aquela que não modifica a aparência de nosso rosto,
mantendo-o em sua forma natural e relaxada. Por ser a flauta um instrumento de
embocadura livre, não introduzimos nenhuma parte do instrumento entre os lábios,
como nos casos do oboé, da clarineta ou o fagote, entre outros, que, por meio de
palhetas ou boquilhas, fazem com que o ar seja dirigido diretamente dentro do instrumento.

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